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A modelagem econômica silvicultural detalha as operações executadas para formação e manutenção do plantio, por meio da elaboração de um banco de dados com tabelas que sistematizam o nome das operações, os rendimentos (homem/hora, hora/máquina, quantidade de insumos) e os preços correspondentes. Com o cruzamento dessas informações, é possível obter o custo de cada operação. Feito isso, as operações são descritas em uma linha do tempo, possibilitando a obtenção do custo a cada ano do horizonte planejado.

A modelagem econômica silvicultural preocupa-se também com a obtenção das curvas de produção para as espécies e culturas que compõem o sistema, em unidades tais como m³/ha, caixa/ha, @/ha, etc. As produtividades esperadas se referem tanto a produtos madeireiros quanto a não-madeireiros. A obtenção das curvas de produção para espécies nativas é um desafio que exige esforço para agregar as informações disponíveis, fruto de pesquisas em universidades/instituições, conhecimento prático de consultores especializados e referências bibliográficas.

A base da análise financeira de cada modelo baseia-se na modelagem econômica silvicultural bastante detalhada. Esses dados são trabalhados em um mesmo arcabouço (framework), cujo resultado final permitirá saber o custo de produção e a produtividade de cada modelo ao longo dos anos. Sua contraposição com outros indicadores financeiros (como custo de capital, penalidade, venda de carbono etc.) resultará em informações relevantes para investidores e produtores rurais, como taxa de retorno de investimento, que impactam diretamente a análise de risco e as decisões de investimento e crédito. O objetivo é identificar o melhor modelo para cada realidade.